Um lenço molhado estava apoiado sobre a caixa aberta conversando com outro lenço.
- Então você será o próximo. Tomara que não seja seu destino limpar baba, ou secar as salgadas lágrimas de uma tiazinha chorona.
- Porque você me diz isso? - pergunta o lenço seco.
- Veja o meu estado – retruca – encharcado de lágrima e ainda com um pouco de ranho de nariz.
O lenço seco, se recolhe, pensa e indaga?
Está frustrado pelo uso que teve? Diga-me: Em qual circunstância você ficaria feliz em ser utilizado?
O lenço molhado sem hesitar se posicionou.
- Em tocar os lábios de uma bela dona ou em secar seu cangote perfumado.
O lenço seco reflete:
Porque se incomoda com o uso se ambos te deixam molhado e em seguida descartado?
Se escolher pensar positivo, você verá que foi mais que um simples lenço,
Que além de conter as lágrimas, foi O companheiro do momento desejado.
Que soube acariciar a face amenizando a dor, eu penso.
O lenço molhado abre os olhos bem grandes e responde:
Orgulhoso agora estou e muito agradecido,
Reconheceu em meu reclamo, a minha estima baixa.
Entendi o meu valor que ora estava retido,
Libertei-me do rancor, nessa visão tudo se encaixa.
O lenço seco sorriu, estufou o peito e se deixou à disposição de quem viesse lançar mão.
Autor Luka Lim
“Na encosta da primavera, não há melhor ou pior... Os ramos floridos crescem naturalmente, uns longos, outros curtos."(Bruce Lee)
Bom dia!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui a sua contribuição